Cadeias de Valor

O fortalecimento das cadeias de valor da sociobiodiversidade é a principal estratégia do Instituto Peabiru em diversas frentes de atuação, como no Amapá. A prioridade é para a criação de abelhas nativas sem ferrão e o ecoturismo de base comunitária (EBC), mas novas cadeias de valor, como o açaí, cacau, castanha são demandas recentes das comunidades.
O Instituto Peabiru acredita que a geração de renda local a partir dos produtos das florestas e das águas resultam em fortalecimento das comunidades de unidades de conservação de uso sustentável (RESEX e RDS) e do entorno de unidades de conservação de proteção integral. E isto é ainda mais importante no maior corredor da biodiversidade de florestas tropicais do planeta – o das Guianas, que no Brasil, abrange áreas dos Estados do Pará, Amapá e Amazonas.

Abelhas Nativas

A meliponicultura reforça, ainda, questões essenciais ao fortalecimento do tecido social local, como o associativismo e a formalização de relações, bem como a posição na cadeia de valor. Na questão social, esta é a oportunidade de priorizar questões de gênero, fortalecendo a posição da mulher e de jovens na geração e controle de recursos financeiros e recursos naturais.
Foram cinco anos de aprendizado com cerca de 350 famílias entre comunidades tradicionais – quilombolas do Amapá, índios do Oiapoque, ribeirinhos do Marajó e agricultores familiares de Curuçá – para avançar na estruturação de um programa de meliponicultura.

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Ecoturismo

No Ecoturismo, as comunidades participam de oficinas e cursos de formação para a construção roteiros e outros negócios ecoturísticos, visando a geração complementar de renda, o fortalecimento das capacidades humanas locais e a melhoria da organização social. O trabalho é direcionado especialmente para mulheres e jovens.
Já o programa de Abelhas Nativas é focado para a capacitação técnica em Meliponicultura de comunidades tradicionais. As famílias aprendem a produzir mel a partir das melíponas, abelhas nativas da Amazônia, que não possuem ferrão. Essa espécie está entre os principais polinizadores da Amazônia e é um dos grupos que mais sofre com a degradação ambiental.
Por isso, além de geração de renda complementar a partir da venda do mel, o Programa tem papel importante na conservação da biodiversidade local e reforça outras cadeias de valor. A criação de abelhas oferece maior disponibilidade de frutos no pomar, garante a maior produção de frutos comerciais como açaí, cacau, urucum, café e frutos para polpa. As abelhas contribuem ainda para diminuição de queimadas, desmatamento, poluição da água e disposição do lixo, com efeitos mensuráveis na emissão de gases para o efeito estufa (REED).

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